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Ciberataques impulsionados por IA: Uma ameaça crescente para as empresas

Os ciberataques estão a tornar-se mais rápidos e autónomos com o uso da Inteligência Artificial (IA), representando um risco crescente para empresas de todos os setores.

A nova era dos ciberataques

A Google alertou para uma mudança significativa no cenário das ameaças cibernéticas: o uso de IA por criminosos e grupos de espionagem. Estes agentes utilizam sistemas cada vez mais autónomos, capazes de planear, automatizar e executar ataques com uma velocidade sem precedentes. A IA deixou de ser apenas uma ferramenta de deteção de vulnerabilidades para se tornar um elemento central na otimização de operações maliciosas.

Quem está por trás destas ameaças?

Grupos criminosos e de espionagem, particularmente da Rússia, China, Irão e Coreia do Norte, estão a explorar a IA para diversas finalidades ilícitas, incluindo roubo de credenciais, desenvolvimento de código malicioso e espionagem industrial. A IA está a ser utilizada para automatizar tarefas complexas que antes exigiam intervenção humana, aumentando a escala e a eficácia dos ataques.

Ataques à cadeia de abastecimento e exploração de modelos de IA

Os ataques à cadeia de abastecimento de software são uma tendência preocupante, com a manipulação de assistentes de programação e repositórios de código aberto a tornarem-se mais comuns. Modelos de IA como o Gemini da Google estão também a ser alvos e, em alguns casos, são utilizados pelos atacantes para construir e automatizar as primeiras fases de intrusões nos sistemas.

Impacto e velocidade

A IA funciona como um "multiplicador de força", permitindo que operações complexas sejam realizadas em poucas horas. Um ataque de roubo de credenciais, por exemplo, conseguiu comprometer milhares de contas em apenas seis horas, demonstrando o potencial da IA para amplificar a velocidade e o alcance das ameaças.

Fontes

https://observador.pt/2026/09/08/google-alerta-para-ciberataques-com-ia-cada-vez-mais-autonomos-e-rapidos/

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